Desafios enfrentados pelos arrozeiros leva à redução de 8,1% na área plantada.

Por Jorge Ferreira, CFA

O Rio Grande do Sul produz 68,0% do arroz brasileiro. São mais de 7,0 milhões de toneladas de arroz por ano. Mesmo com toda essa relevância à nível nacional os últimos anos vem sendo muito desafiadores para os produtores.

O preço da saca do arroz despencou 55,0% desde 2024, resultando em perdas para os produtores rurais e para a cadeia produtiva. Muitos produtores rurais terão prejuizo neste ano, mesmo que tenham boa produtividade, pois as estimativas do IRGA (Instituto Rio Grandense do Arroz) é de que o custo chegue a R$ 80,0/saca. Somado a isso, o capital financeiro está escasso e o custo do dinheiro está nos maiores níveis dos últimos 20 anos.

Um dos fatores que vem contribuindo para a queda nos preços é a expansão das importações, acelerada pela valorização do Real frente ao Dólar e pela expansão no cultivo de arroz no Paraguai. O país vizinho exporta para o Brasil cerca de 80,0% da sua produção, que na última safra chegou a 1,4 milhão de toneladas.

Nesta safra a área cultivada de arroz no Rio Grande do Sul deve ficar em 891,0 mil hectares, queda de 8,1% em relação a safra anterior. Segundo o IRGA, considerando a dinâmica atual de preços, a área cultivada deveria ser ainda menor, entre 800,0 e 850,0 mil hectares. Há 10 anos a área cultivada para a cultura no Estado era de cerca de 1,2 milhão de hectares.

Com uma conjuntura desafiadora como essa, fazer uma boa gestão da propriedade, buscar uma maior eficiência de custos e no uso dos insumos, bem como, fazer uma boa gestão dos passivos financeiros é fundamental para se manter no mercado e atravessar a turbulência.

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