Embora tenham ocorrido flexibilizações em relação às tarifas ao longo do no passado, setores relevantes da economia gaúcha continuavam impactados, tais como: produtos de metal (incluindo armas e utensílios domésticos), tabaco, máquinas e equipamentos, madeira e coureiro calçadista.
A tentativa de abertura de novos mercados para escoar a produção antes destinada ao mercado norte-americano não vem surtindo os efeitos esperados. A abertura de novos mercados leva algum tempo até se consolidar e, muitas vezes, ocorre a preços mais baixos.
O resultado tem sido a retração na produção industrial. Como apresentei na última semana, a indústria gaúcha retraiu 1,3% em 2025.
Contudo, esse cenário pode estar mudando com a decisão da Suprema Corte norte-americana que considerou ilegais as tarifas. Como resultado, as tarifas até então vigentes foram, ao menos temporariamente, derrubadas, o que levou o governo dos Estados Unidos a impor uma tarifa de importação uniforme de 10,0% sobre todas as importações, em substituição às tarifas discricionárias. Em seguida, o Governo norte-americano anunciou que aumentaria essas tarifas para 15,0%.
Esse novo tarifaço generalizado, que incide sobre todas as importações dos Estados Unidos, desloca o debate da competitividade, antes marcado por um desbalanceamento entre países exportadores, para uma comparação mais direta entre mercado interno e mercado externo.
Esse novo cenário pode voltar a movimentar as peças no tabuleiro do comércio internacional. Vamos seguir acompanhando os impactos sobre as empresas gaúchas.
