O desempenho fraco foi puxado pela forte queda em setores como a produção de veículos automotores (-11,3%) e couros e calçados (-6,6%). Do lado positivo ficam os setores de máquinas e equipamentos (+10,1%), equipamentos de informática e eletrônicos (+2,5%), tabaco (+10,4%) e alimentos (+1,4%).
O fraco desempenho da indústria fez com que a utilização da capacidade instalada tenha ficado 76,1%, menor patamar dos últimos anos e uma queda de 4,0p.p. em relação ao final de 2024. Outros indicadores como faturamento, horas trabalhadas, massa salarial, pessoal ocupado e compras da indústria, também apresentaram queda no ano.
Assim, o índice de desempenho industrial da FIERGS apresentou o menor patamar desde as enchentes de maio de 2024. O ano de 2025 realmente é uma página a ser virada para a indústria gaúcha.
Maior concorrência de importados, no caso da indústria calçadista e uma taxa de juros elevada, principalmente no caso da indústria automobilística, são alguns dos fatores que contribuíram negativamente para o desempenho da indústria gaúcha.
Gestão, controle de custos e despesas, avaliação criteriosa na realização de investimentos e na captação de recursos muitas vezes fazem a diferença entre as empresas que aproveitam os desafios para se consolidar no mercado e crescer e aquelas que ficam pelo caminho.
